16 de abr. de 2012

Revistas literárias: Coyote faz dez anos


O número 23 da revista Coyote começou a circular faz poucas semanas, e Ademir Assunção, Marcos Losnak e Rodrigo Garcia Lopes já preparam o próximo, bastante especial, pois será o do décimo aniversário dessa revista que criaram em Londrina, no Paraná, para publicar literatura e arte. A caminho, uma das novidades que chega com a data redonda é o site, antigo projeto.



Quem respondeu sobre a Coyote para o blog foi o poeta e tradutor Rodrigo Garcia Lopes,  que publicou há pouco ”Nômada” (Lamparina) e lança em agosto “Estúdio Realidade” (Iluminuras). A edição da Coyote, média de duas por ano, tem 52 páginas, custa R$ 10 e é distribuída pela editora Iluminuras –vá por aqui.

Como nasceu a Coyote? “De um velho sonho que Marcos Losnak, Ademir Assunção e eu tínhamos de fazer uma revista de literatura e arte, ainda quando cursávamos jornalismo na Universidade Estadual de Londrina. Na época, começo dos anos 1980, fiz com Marcos Losnak e outros amigos os fanzines Hã e K’AN, com a participação do Ademir a partir do terceiro número. Nos anos 1990, eu e Ademir fomos editores da revista Medusa, de Curitiba, com Eliana Borges e Ricardo Corona. A Coyote surgiu em 2002, editada em Londrina. Só existe graças à nossa teimosia e ao Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic) da prefeitura local. É este importante programa público que garante os custos mínimos para a impressão e circulação da revista.”

Vocês seguiram algum modelo de revista literária? “Não creio que seguimos nenhum modelo. Buscamos, sim, criar nossa própria linguagem, sobretudo no aspecto gráfico, que é um dos diferenciais, marca registrada da Coyote. Claro que muitas revistas passaram por nossas mãos, sobretudo as de invenção. Somos bastante fiéis ao projeto gráfico e editorial desde o primeiro número. Buscamos sempre a fatia mais radical da literatura brasileira e internacional. Radical na linguagem e nas abordagens.”

Quem é o seu leitor?  “Os interessados em literatura, poesia e arte são potenciais leitores. Temos bastante feedback de artistas, escritores, poetas, jornalistas, formadores de opinião e leitores em geral. O difícil é fazer a revista chegar até eles. Alguns editores confessaram ter conhecido na Coyote autores inéditos que eles depois publicaram. É distribuída para todo o país, apenas em livrarias, mas todos sabem como são grandes as dificuldades de distribuição no Brasil. Além disso, tínhamos uma mala direta bastante grande no começo, até internacional, mas diminuiu pelo preço dos correios, limitando-se apenas ao essencial: bibliotecas públicas e universitárias, alguns críticos e autores.”

Continua aqui

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